Pulso¶
A bolha verde no canto inferior direito, presente em todos os módulos. Escreve uma pergunta sobre os teus dados e ele responde com o número - e com o botão que abre a vista real.
Porque é que se chama Pulso¶
De "tomar o pulso ao negócio" - um número rápido sobre como as coisas estão, sem opinião nenhuma pelo meio.
É um nome de ferramenta, não de pessoa, e isso é de propósito. Quase todos os chatbots se chamam Íris, Sofia ou Nova: querem que se fale com eles como se fosse alguém. Aqui o objetivo é o contrário - um nome humano desfazia em três letras o que a mensagem de abertura constrói.
A primeira coisa que ele diz¶
Não sou inteligência artificial. O Pulso responde com regras fixas aos dados desta sandbox. Não altera nada.
Isto não é modéstia nem um aviso legal escondido no rodapé: é a primeira mensagem que aparece, antes de qualquer pergunta. E se lhe perguntares diretamente "és uma IA?" - ou "chamas-te Pulso porquê?" - ele tem resposta própria:
Sou um conjunto de regras fixas: reconheço algumas frases e vou buscar o número aos teus dados. Não aprendo, não invento e não escrevo nada que não esteja aqui.
Se fosse IA, o artigo 50.º do AI Act obrigaria à mesma declaração - a diferença é que aí eu poderia enganar-me com confiança.
Porque é que isto está aqui
O artigo 50.º do Regulamento (UE) 2024/1689 (AI Act) obriga a que quem interage com um sistema de IA saiba que está a falar com uma máquina. Um chatbot de reservas num site é o exemplo clássico de risco limitado: não está proibido nem exige avaliação de conformidade - basta a transparência.
O Pulso não é um sistema de IA, e por isso o artigo 50.º nem se lhe aplica. Declara-o na mesma, por duas razões: porque um assistente que se deixasse confundir com IA ensinaria exatamente o contrário do que a UFCD diz, e porque é mais fácil perceber a obrigação a vê-la cumprida do que a lê-la num diploma.
Duas coisas, não uma¶
O Pulso responde a números e a como se faz.
| Exemplo | O que devolve | |
|---|---|---|
| Números | "quantas propostas tenho em aberto" | o valor, a lista, e o botão que abre a vista |
| Como se faz | "como crio uma proposta" | os passos em duas linhas, o botão do módulo e o botão que abre a página certa do manual |
As respostas de instruções trazem o selo Como se faz, para não haver dúvida sobre o que se está a ler.
Porque é que isto existe
O manual tem 96 páginas. Quem está a meio de uma proposta não vai procurar num índice - vai perguntar ao formador. O Pulso responde ali, e o botão leva à página certa em vez de à porta do manual.
As respostas são escritas à mão, como tudo o resto: o Pulso não resume o manual nem o lê. Aponta para ele.
Como se faz - o que está coberto¶
Vinte e duas perguntas, ao longo do percurso todo:
- Registos - criar empresa, contacto, produto
- Propostas - criar, pôr linhas do catálogo, exportar PDF, enviar (proposta online), mudar o estado no Kanban
- Modelos - construtor da proposta, modelos de email e as tags
- Marketing - campanhas e automações
- RGPD - registar consentimento, responder a um pedido de titular
- Dados - importar CSV, gerador de exemplos, fundir duplicados, campos personalizados
- Definições - marca e aparência, metas de vendas
- Formando - submeter o trabalho, recuperar a palavra-passe
Se escrever "como…" e ele não reconhecer, manda-o na mesma ao manual em vez de encolher os ombros. Já uma pergunta fora do âmbito - "qual a capital da Austrália" - continua a dar só "não sei": o manual não serve de desculpa.
Escreva à vontade
Não é preciso acertar no verbo. "como crio", "como se cria", "como faço" e "criar" dão todos a mesma resposta - a correspondência corta a terminação dos verbos dos dois lados.
O que sabe responder¶
| Área | Exemplos de pergunta |
|---|---|
| Propostas | "quantas propostas tenho em aberto" · "quanto vendi este mês" · "qual a taxa de conversão" · "que propostas estão a expirar" |
| Análise | "porque perdemos negócios" · "porque ganhamos" |
| Empresas | "quantas empresas tenho" · "que empresas ainda não têm proposta" · "quais são os melhores clientes" |
| Agenda | "o que tenho para hoje" · "tenho tarefas atrasadas" |
| Serviço | "como estão os casos de suporte" · "há casos fora de SLA" |
| RGPD | "há pedidos RGPD por responder" |
| Retenção | "há contratos em risco" |
Debaixo da conversa há sugestões clicáveis - as perguntas que ele garantidamente reconhece, e as do módulo onde estás aparecem primeiro. Se estás a começar, é por aí.
Ctrl+K
Abre e fecha o Pulso de qualquer sítio. Escape também fecha.
As tuas, não as de todos¶
Escrever "as minhas", "eu" ou "meu" restringe a resposta ao teu utilizador:
- "propostas em aberto" → todas as da base.
- "as minhas propostas em aberto" → só aquelas de que és responsável.
O mesmo vale para "quanto vendi eu este mês", que compara com a tua quota individual em vez da meta da equipa.
Perguntar por um cliente¶
Escreva o nome de uma empresa e ele devolve o resumo de trinta segundos - o que se quer saber antes de ligar:
Silva & Filhos, Lda. · E001. ⚠ Antes de ligar: 1 caso(s) de suporte por fechar. Fase Cliente · Ouro · lead score 87 1 proposta(s) ganha(s) · 8236,08 € 1 contacto(s): João Silva Último movimento: Email enviado · 24/08/2026
A linha de aviso só aparece quando há alguma coisa que estrague a chamada: casos de suporte por fechar, um pedido de cancelamento em curso, ou contactos sem consentimento ativo.
Funciona com o nome completo ("como está a Silva & Filhos?") e com a primeira palavra ("a Silva já pagou?").
Duas salvaguardas que valem a discussão
A abreviatura só é aceite se a frase for curta e se nenhuma outra empresa começar pela mesma palavra. Havendo duas Silva, ele prefere não responder a responder sobre a errada.
E "como crio uma proposta para a Silva" devolve o como se faz, não a ficha: quando há uma pergunta de instruções que bate exatamente, ela ganha ao nome.
É o mesmo princípio de sempre: entre calar-se e acertar por sorte, cala-se.
As três regras¶
Se não reconhecer a pergunta, diz que não reconhece - e diz porquê: "só reconheço as frases para que fui programado". Não tenta adivinhar, não devolve um número aproximado e não muda de assunto.
Isto é de propósito. Um assistente que responde sempre alguma coisa é mais agradável e muito mais perigoso: um número errado apresentado com confiança entra nas decisões sem ninguém o questionar.
Ele não altera um único registo. Não cria, não apaga, não muda estados. No máximo abre a vista certa - cada resposta acaba num botão (Ver propostas, Ver agenda) que te leva ao módulo com o filtro já aplicado.
Por isso é um atalho de navegação, não uma verdade paralela: o número que ele diz e o número do ecrã vêm do mesmo sítio - e o texto que ele dá é o mesmo que está no manual.
A única coisa que escreve é o registo das perguntas que não soube responder (ver acima) - e diz que o faz.
Só responde sobre módulos a que tens acesso. Se o teu grupo de utilizadores não vê o Helpdesk, perguntar pelos casos dá "não sei responder" - e a sugestão nem sequer aparece na lista.
O que ele não soube responder¶
Sempre que o Pulso não reconhece uma pergunta, guarda-a. Vê-se em dois sítios:
- Definições → Perguntas ao Pulso sem resposta - o seu registo, com botão para limpar.
- Na entrega, para o formador: a ficha de avaliação mostra o que cada formando tentou perguntar sem sucesso.
Para o formador: é o sinal mais barato que a app dá
O que se tenta perguntar é o que não se percebeu. Se metade da turma escreve "como faço um orçamento", o problema não está no Pulso - está em ninguém ter ligado orçamento a proposta. Isso é vocabulário a corrigir na aula seguinte, e não se descobre de outra maneira.
É também a lista do que falta ao Pulso, escrita por quem o usa em vez de adivinhada por quem o programou.
Registar sem dizer seria o contrário do que esta app ensina
Por isso o Pulso declara o registo na mensagem de abertura, antes da primeira pergunta - incluindo que fica visível na entrega.
Vale a pena parar aqui com a turma: é texto livre escrito por uma pessoa identificada, guardado e mostrado a terceiro. Não é um caso difícil de RGPD - é um caso banal, do género que passa despercebido todos os dias em produtos reais. A diferença entre estar certo e estar errado foi uma frase.
O que o distingue do Dashboard¶
À primeira vista é redundante: "quantas propostas em aberto" já está no Dashboard. A diferença está nas perguntas que não têm ecrã:
- "que empresas ainda não têm proposta" - não existe em lado nenhum da app; é o cruzamento entre a lista de empresas e a lista de propostas.
- "tenho tarefas atrasadas" - a Agenda mostra o calendário, não a lista do que passou do prazo.
O Dashboard mostra os números que alguém decidiu mostrar. Um CRM tem sempre mais combinações úteis do que ecrãs para as arrumar.
Pedagogia (UFCD 10868 · 10870)
Vale a pena usar este assistente como exercício em três tempos:
- Fazer-lhe perguntas que ele não sabe responder. É a forma mais rápida de perceber que um assistente só chega onde os dados chegam - e que a limitação está quase sempre no registo, não no motor.
- Comparar com um chatbot a sério. Um LLM responderia a "qual a capital da Austrália"; este não. Também inventaria um número de vendas se lhe faltasse o dado - e este não. Discutir qual dos dois comportamentos se quer num CRM.
- Ligar ao AI Act. Se este assistente fosse trocado por um com IA por trás, o que mudava? Passava a ser risco limitado (art. 50.º); teria de continuar a declarar-se; e a literacia em IA (art. 4.º, em vigor desde fevereiro de 2025) obrigaria a que quem o opera percebesse os seus limites.